Daniel Colson: “O anarquismo é extremamente realista”

By Colibev, 11 de Outubro de 2016

O ressurgimento do movimento libertário, que está hoje no centro e no coração da maioria dos movimentos sociais através das formas organizativas (assembleias, horizontalidade, igualdade, crítica das hierarquias e da representação) e dos instrumentos de luta (acção directa, apoio mútuo, solidariedade efectiva), tem tido também um paralelismo evidente ao nível teórico e mais académico. O anarquismo, que tinha estado quase sempre arredado do meio intelectual, forçou as portas da Universidade e dos gabinetes de investigação e é hoje objecto de estudo, de discussão, de seminários e de artigos em revistas de filosofia, antropologia, sociologia, etc., etc.. … 

 

Cinema e anarquia

Por Margarida Maria Adamatti

 

[resenha do livro Cinema e Anarquia de  Isabelle Marinone]tratada-cinemaeanarquialivro

 

No fim de 2009, a Cinemateca Brasileira traduziu e publicou um livro sobre cinema e história, mas o trabalho não repercutiu como devia. Apesar dos deslizes da tradução (as notas de rodapé – mais de 400 – estão fora de ordem), o livro nos ensina muito sobre as dificuldades de quem se aventura a entender a forma cinematográfica em sua historicidade. Um trabalho equivalente a Cinema e Anarquia, feito no Brasil, seria de grande proveito para nossa pobre historiografia. … 

 

O direito à preguiça

Paul Lafargue

INTRODUÇÃO

paul-lafargue-article-copyO Sr. Thiers, no seio Comissão sobre a Instrução Primária de l849, dizia: “Quero tornar a influência do clero todo-poderosa, porque conto com ele para propagar esta boa filosofia que ensina ao homem que ele veio ao mundo para sofrer e não aquela outra filosofia que, pelo contrário, diz ao homem: goza.” O Sr. Thiers formulava a moral da classe burguesa cujo egoísmo feroz e inteligência estreita encarnou.

A burguesia, quando lutava contra a nobreza, apoiada pelo clero, arvorou o livre exame e o ateísmo; mas, triunfante, mudou de tom e de comportamento e hoje conta apoiar na religião a sua supremacia econômica e política. Nos séculos XV e XVI, tinha alegremente retomado a tradição pagã e glorificava a carne e suas paixões, que eram reprovadas pelo cristianismo; actualmente, cumulada de bens e de prazeres, renega os ensinamentos dos seus pensadores, os Rabelais, os Diderot, e prega a abstinência aos assalariados. A moral capitalista, lamentável paródia da moral cristã, fulmina com o anátema o corpo trabalhador; toma como ideal reduzir o produtor ao mínimo mais restrito de necessidades, suprimir as suas alegrias e as suas paixões e condená-lo ao papel de máquina entregando trabalho sem tréguas nem piedade. … 

 

A história do 1º de maio

1º de Maio é dia do TRABALHADOR!

haymarketmartyrs“Um dia de rebelião, não de descanso! Um dia não ordenado pelos vozeros arrogantes das instituições que tem aprisionado o mundo do trabalhador! Um dia em que o trabalhador faz suas próprias leis e tem o poder de executá-las! Tudo sem o consentimento nem aprovação dos que oprimem e governam. Um dia em que com tremenda força a unidade do exército dos trabalhadores se mobiliza contra os que hoje dominam o destino dos povos de toda nação. Um dia de protesto contra a opressão e a tirania, contra a ignorância e a guerra de todo tipo. Um dia para começar a desfrutar oito horas de trabalho, oito horas de descanso, oito horas para fazer o que nos dê vontade.” … 

 

A filosofia do anarquismo

por Edgar Rodrigues

Edgar Rodrigues

Edgar Rodrigues

O anarquismo firma-se no apoio mútuo e na solidariedade humana. É uma doutrina profundamente humanitarista. Seus militantes integram-se ideologicamente formando organismos humano-sociais, valores universais dentro dos Grupos, das federações e na sociedade. … 

 

O Pequeno Manual do Anarquismo Individualista

Por Émile Armand
Este ensaio foi escrito em 1911 e publicado posteriormente na Enciclopédia

Émile Armand

Émile Armand

Anarquista de Sébastien Faure.
O anarquista é aquele que nega a autoridade e rejeita seu corolário econômico: a exploração. E isso em todas as áreas de atividade humana. O anarquista deseja viver sem deuses nem mestres; sem patrões nem diretores; alegais, sem leis e preconceitos; amorais, sem obrigações e moralidades coletivas. Ele deseja viver em liberdade, viver sua concepção pessoal de vida. Em seu interior, ele é sempre um a-social, um refratário, um excluído, alguém que está à margem, à parte, um inadaptado. … 

 

Anarco-Primitivismo

Aqui, algumas considerações sobre o que o Anarco-primitivismo propõe, ao contrario do pensamento rasteiro imagina, o anarco-primitivismo é propositivo, porém não é fácil conceber tais proposições, uma vez que somos ensinados a pensamento cerceador, imaginação limitada, logo não concebemos, não admitimos que com todo o desenvolvimento cientifico-tecnológico do ser humano, possamos retornar ao primitivo. … 

 

El movimiento anarquista argentino